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Brucelose

Claudia Ehlers Kerber

Apesar da enorme importância que as enfermidades causadas pela Brucella spp têm no nosso país, há pouco descrito sobre a brucelose em cavalos.
Embora a Brucela tenha ampla variedade de hospedeiros, ela não é facilmente transmitida de um hospedeiro habitual para um diferente. A Brucella abortus é patogênica e, quando transmitida ao homem, em geral pela ingestão de produtos lácteos contaminados, provoca mal-estar, febre recurrente (febre ondulante), que pode evoluir para forma crônica e complicações no sistema músculo-esquelético, cardiovascular e no sistema nervoso central. A manipulação de carcaças é uma importante via de infecção para o profissional que trabalha com animais.

Em eqüinos a forma como se dá a infecção muitas vezes não é clara, mas a penetração pela pele é a mais provável. Está sempre associada com bursites crônicas, provavelmente tendo a Brucella abortus como agente secundário e não primário. Já foram descritos casos de aborto em éguas causados por esta bactéria.

Quando há convivência com bovinos infectados, os cavalos podem se infectar e desenvolver alta incidência de resultados positivos ao teste sorológico sem demonstrar a doença clínica. A sintomatologia inclui aumento crônico das bolsas sinoviais do pescoço e cernelha, da bolsa do navicular, causando claudicação permanente ou ainda pode ocorrer uma infecção generalizada com rigidez geral, temperatura oscilante e letargia.
O diagnóstico laboratorial pode ser feito pelo teste de aglutinação rápida que é um teste de triagem rápido e barato. Os títulos considerados positivos para eqüinos são aqueles acima de 1:100 e, em caso positivo, devem ser encaminhados para testes confirmatórios como a fixação de complemento ou o Rosa de Bengala que são mais específicos.