Apesar da enorme importância que as enfermidades causadas pela Brucella
spp têm no nosso país, há pouco descrito sobre a brucelose em cavalos.
Embora a Brucela tenha ampla variedade de hospedeiros, ela não é facilmente
transmitida de um hospedeiro habitual para um diferente. A Brucella
abortus é patogênica e, quando transmitida ao homem, em geral pela
ingestão de produtos lácteos contaminados, provoca mal-estar, febre recurrente
(febre ondulante), que pode evoluir para forma crônica e complicações no
sistema músculo-esquelético, cardiovascular e no sistema nervoso central.
A manipulação de carcaças é uma importante via de infecção para o profissional
que trabalha com animais.
Em eqüinos a forma como se dá a infecção muitas vezes não é clara, mas a
penetração pela pele é a mais provável. Está sempre associada com bursites
crônicas, provavelmente tendo a Brucella abortus como agente secundário
e não primário. Já foram descritos casos de aborto em éguas causados por
esta bactéria.
Quando há convivência com bovinos infectados, os cavalos podem se infectar e desenvolver alta incidência
de resultados positivos ao teste sorológico sem demonstrar a doença clínica. A sintomatologia inclui aumento
crônico das bolsas sinoviais do pescoço e cernelha, da bolsa do navicular, causando claudicação permanente
ou ainda pode ocorrer uma infecção generalizada com rigidez geral, temperatura oscilante e letargia.
O diagnóstico laboratorial pode ser feito pelo teste de aglutinação rápida que é um teste de triagem rápido e barato.
Os títulos considerados positivos para eqüinos são aqueles acima de 1:100 e, em caso positivo, devem ser encaminhados
para testes confirmatórios como a fixação de complemento ou o Rosa de Bengala que são mais específicos.