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AIE - Anemia Infecciosa Equina

Claudia Ehlers Kerber

A Anemia Infecciosa Eqüina é um distúrbio multisistêmico causado por um retrovírus. Todos os cavalos infectados apresentam grande variedade de sinais clínicos desde a forma aguda até a crônica. Alguns são portadores sãos, mas todos permanecem virêmicos e, portanto, transmissores pelo resto da vida. Não há tratamento conhecido e a doença é transmitida por insetos hematófagos, no caso do Brasil, por tabanídeos.

Existem vários achados laboratoriais como anemia, hiperbilirrubinemia, meutropenia, linfocitose, aumento de Gamaglutamiltransferase (GGT), fosfatase alcalina e hipergarmaglobulinemia. Nenhum deles é patognomônico. Portadores assintomáticos são comuns, mas a doença se desenvolve normalmente de forma aguda ou subaguda.

Para o diagnóstico definitivo, é utilizado o teste de GOGGINS (imunodifusão em gel de agar) que detecta a presença de anticorpos e tem excelente sensibilidade e especificidade.
No sul e sudeste do Brasil, a doença está controlada há mais de 30 anos. Entretanto, há focos ainda não debelados, os quais, associados a outras áreas de nosso território onde a doença não é controlada, representam um perigo constante de introdução de animais doentes em propriedades já controladas.

O veterinário tem papel fundamental, zelando para que a legislação seja cumprida através da exigência da Guia de Trânsito e do Exame de Anemia Infecciosa Eqüina realizado por laboratório credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O exame tem validade por 60 dias e deve trazer a identificação clara do animal no seu corpo.

O exame de AIE é obrigatório para todo anima em trânsito, mesmo intra-estadual.