A Anemia Infecciosa Eqüina é um distúrbio multisistêmico causado por um retrovírus.
Todos os cavalos infectados apresentam grande variedade de sinais clínicos desde a forma aguda até a crônica.
Alguns são portadores sãos, mas todos permanecem virêmicos e, portanto, transmissores pelo resto da vida.
Não há tratamento conhecido e a doença é transmitida por insetos hematófagos, no caso do Brasil, por tabanídeos.
Existem vários achados laboratoriais como anemia, hiperbilirrubinemia, meutropenia, linfocitose,
aumento de Gamaglutamiltransferase (GGT), fosfatase alcalina e hipergarmaglobulinemia. Nenhum deles é patognomônico.
Portadores assintomáticos são comuns, mas a doença se desenvolve normalmente de forma aguda ou subaguda.
Para o diagnóstico definitivo, é utilizado o teste de GOGGINS (imunodifusão em gel de agar) que detecta a presença de anticorpos e
tem excelente sensibilidade e especificidade.
No sul e sudeste do Brasil, a doença está controlada há mais de 30 anos. Entretanto, há focos ainda não debelados, os quais,
associados a outras áreas de nosso território onde a doença não é controlada, representam um perigo constante de introdução
de animais doentes em propriedades já controladas.
O veterinário tem papel fundamental, zelando para que a legislação seja cumprida através da exigência da Guia de
Trânsito e do Exame de Anemia Infecciosa Eqüina realizado por laboratório credenciado junto ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento. O exame tem validade por 60 dias e deve trazer a identificação clara do animal no seu corpo.
O exame de AIE é obrigatório para todo anima em trânsito, mesmo intra-estadual.